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Engenheiro no Fisl14 mostra como fazer um carregador de bateria em casa

julho 6, 2013

*Texto publicado originalmente no Techtudo, e com destaque na capa do portal Globo.com. Veja aqui todos as matérias publicadas por mim no Techtudo.

O engenheiro Thomas Soares demonstrou, na feira de exposições do Fisl14 (14º Fórum Internacional Software Livre), que acontece em Porto Alegre entre os dias 3 e 6 de julho, que é possível produzir energia elétrica de uma forma renovável, limpa e muito mais moderna do que o usual. Utilizando princípios simples, ele construiu um carregador de baterias de telefone celular que utiliza imãs e bobinas para gerar campo magnético produtor de eletricidade.

A experiência de Soares utiliza materiais simples: relé (interruptor eletromecânico que serve para ligar e desligar dispositivos, muito utilizado na montagem de automóveis), duas baterias de 9V, caixa e suporte plástico. A bateria serve somente para criar um pequeno impulso responsável por girar o sistema com imãs na ponta, que, passando próximo a uma bobina de fios, gera campo magnético.

O campo, quando se desfaz, cria um impulso com mais energia do que a original vinda da bateria. Com isso, é possível recarregar um celular convencional em duas horas. No mesmo local é possível encontrar outros equipamentos que trabalham com conceitos semelhantes de produção de energia, mas em tamanho maior. Se a mesma ideia for aplicada em estruturas mais complexas, pode-se revolucionar as formas de sustentar uma cidade com eletricidade.

Thomas Soares (Foto: Gabriel Galli/TechTudo)
Thomas Soares (Foto: ÍndiceFoto)

“Estamos vivendo na era dos Flinstones, mas poderíamos estar na dos Jetsons”, comentou Soares. Para o engenheiro, o modelo energético que sustenta o mundo atualmente é problemático e insustentável. Ele é militante de um movimento chamado de Revolução Energética, que propõe uma mudança tão radical na produção e distribuição de eletricidade quanto a que aconteceu no uso de computadores.

Antigamente, as máquinas eram centralizadas em grandes prédios e, para usá-las, era necessário perfurar cartões que continham os comandos e programas. Depois, com a evolução dos equipamentos, possibilitou-se que cada pessoa tivesse seu próprio “personal computer”. Para os militantes da Revolução Energética, obras faraônicas, como grandes hidrelétricas podem se tornar obsoletas. “Elas permanecem até hoje por causa de uma certa inércia tecnológica e pela grande pressão do poder econômico”, afirma Soares.

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